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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pra Frente Brasil - Ditadura Militar no Brasil

Ano:1982
Tamannho:700 MB
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Em 1970 o Brasil inteiro torce e vibra com a seleção de futebol no México, enquanto prisioneiros políticos são torturados nos porões da ditadura militar e inocentes são vítimas desta violência. Todos estes acontecimentos são vistos pela ótica de uma família quando um dos seus integrantes, um pacato trabalhador da classe média, é confundido com um ativista político e "desaparece".

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Operação Condor - Ditadura Militar no Brasil

Ano:2007
Tamanho:588 MB
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Leitura Recomendada:
Por volta de 1970, Simon e Garfunkel cantavam, com direito a quena e tudo, o pássaro mais conhecido da Cordilheira dos Andes - "El concor pasa em cielo del Peru/Del Peru..." Naquela mesma época - um pouco depois -, o condor batizava um movimento coordenado das ditaduras sul-americanas, instaladas no Brasil, no Uruguai na Argentina e no Chile, para trocar informações e prisioneiros e coordenar a repressão política no continente, com apoio direto dos EUA. Muitas vidas foram destruídas na Operação Condor. Roberto Mader realiza agora o resgate do que foi aquela época sombria. Em vez de números, ou das frias análises políticas dos estrategistas, ele prefere o viés intimista. Conta histórias humanas, de gente cuja vida mudou para sempre naquele período tumultuado.   Veja também: Trailer de 'Condor' 
  "Tenho a impressão de que o filme ia passar pelas pessoas, se fosse feito de outra forma, mais focado nas estatísticas, por brutais que sejam, da Operação Condor. No limite, o que fica com o espectador é aquilo que eu queria atingir - a história da menina, emblemática de todo o período." A menina a quem Mader se refere chama-se Victoria e tinha apenas um ano e meio quando viu os pais serem assassinados. O irmão e ela foram levados para um orfanato em outro país, o Chile, onde e depois adotados. Trinta anos mais tarde, a avó biológica conseguiu localizá-los. O filme conta muitas dessas histórias, mas a dos uruguaios Victoria e Anatole talvez seja única porque as duas famílias, a biológica e a adotiva, se uniram.   Uma trama dessas parece coisa de ficção, mas aconteceu. Roberto Mader vivia no exterior, na Inglaterra, quando esse projeto começou a tomar forma. Demorou muito tempo, mas ele não quer explorar a idéia do cineasta - coitadinho - que demorou uma década para concluir seu projeto. Agora mesmo, ele está endividado - gastou o que não tinha -, mas feliz. Condor foi premiado no Festival de Gramado do ano passado e entra nesta quinta-feira, 1, em exibição no circuito comercial. O filme chega para esclarecer, mais do que para provocar polêmica.   Mader selecionou seu recorte e, com certeza, tem uma nítida preferência pelas vítimas dessa história, mas ele dá voz ao outro lado, aos carrascos, na tentativa de entender. Um dos depoimentos mais contundentes de seu filme é o do senador Jarbas Passarinho - ex-ministro dos governos militares -, que admite que houve um golpe de Estado no Brasil. Na definição de Passarinho, totalmente pró-golpe, "Nós tivemos de almoçá-los antes que eles nos jantassem". Não é todo mundo que têm essa coragem de assumir os próprios gestos. O personagem mais antipático de todo o imbróglio termina sendo o filho do ex-ditador chileno Augusto Pinochet. Com o pai enfermo - e impossibilitado de falar -, ele aceita dar seu depoimento, mas cobra para isso.   Foi justamente a partir da prisão de Pinochet, em 1998, quando começou a se falar mais abertamente da Operação Condor, que Mader chegou à conclusão de que tinha de fazer o filme. No Chile e na Argentina, onde a repressão foi mais violenta - e o número de vítimas, maior -, sempre houve um forte debate sobre o que ocorreu. No Brasil, a tendência é esquecer os anos de chumbo. A própria decisão de oferecer uma reparação material às vítimas da repressão provoca controvérsia. "Tem gente no Brasil que ganhou fortunas dizendo-se vítima da repressão, enquanto a viúva do metalúrgico Manuel Fiel Filho (morto em 1976) ganha uma miséria. O chato disso é que cria na opinião pública uma aversão à reparação. Também é um fato que nenhuma reparação material consegue substituir o horror da outra reparação, a moral, a psicológica." Para chegar aos personagens, Mader teve apoio de ONGs e organizações humanitárias em diversos países, mas se você pensa que foi fácil, engana-se. "Até nessas organizações existe muita divisão interna."   Condor tinha muito mais histórias, que Mader foi abandonando. "Doía na sala de montagem quando a gente abria mão de depoimentos e de personagens. Mas o tema é pesado e o filme precisava ser pensado também como linguagem para chegar ao coração do público, que era o que me interessava." Histórias essenciais permanecem, como a dos uruguaios Lílian Celiberti e Universindo Diaz, seqüestrados em Porto Alegre, com apoio da polícia brasileira. O caso despertou talvez a primeira grande batalha da imprensa brasileira contra o regime. Hoje, a própria Lílian diz que o marido e ela foram salvos pela campanha desencadeada no Brasil. Outra história dolorosa é a de outra uruguaia, Sara Mendez, presa quando seu bebê tinha apenas 20 dias. O garoto foi criado por policiais. Ela conseguiu chegar até ele, mas o filho permanece dividido. Pode ser que essa preferência de Mader pelo recorte humano, familiar, tenha a ver com a situação que ele vive. Não - Mader não viveu eventos como os do filme, mas casou-se na Inglaterra, teve filhos, o casal se separou e hoje os filhos com a mãe, no exterior. Não é a mesma coisa, claro, mas este homem sensível - este diretor talentoso - entende a dor da separação. Seu filme fala disso numa potência muito maior, e mais terrível. Você poderá até se perguntar se essas coisas ocorreram de verdade. Sim, ocorreram, e nada trará de volta o que foi perdido. A reparação - moral - somente poderá atenuar o problema.     Condor (Brasil/2007, 103 min.) - Documentário. Dir. Roberto Mader. 10 anos. Ci-ne Bombril 2 - 18 h. Uniban-co Arteplex 8 - 16 h, 20 h, 22 h. Cotação: Bom


Olga - Ditadura Militar no Brasil

Ano:2004
Tamanho:425 MB
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Leitura Recomendada:
Olga Benário nasceu em uma família judia em Munique na Alemanha no dia 12 de fevereiro de 1908. Seu pai Leo Benário era um advogado social democrata e sua mãe Eugénie era uma dama da alta sociedade que não apoiava as idéias revolucionárias da filha. Em 1923, aos 15 anos, Olga entrou para o partido comunista. Em 1926 foi presa por traição e libertada poucas semanas depois. Em 1928 liderou uma missão no Tribunal de Justiça para libertar seu companheiro Otto Braun, comunista e revolucionário que havia sido sentenciado à prisão de Berlin-Moabit. Em 1934 Olga foi designada para uma missão cujo objetivo era levar em segurança ao Brasil o líder comunista Luís Carlos Prestes. Ambos deveriam se passar por marido e mulher para ajudar no disfarce. Durante a viagem Olga e Prestes se apaixonaram. Devido a influência comunista de Prestes, e da popularidade proveniente da Coluna Prestes, Getúlio Vargas, durante o governo provisório, desenvolveu uma lei de segurança que permitia prender todos aqueles que se opusessem ao governo. Prestes liderou a Aliança Nacional Libertadora acreditando que, tal como a Coluna Prestes, militares, tenentes e comunistas o apoiariam em uma frente política revolucionária comunista, de caráter antifascista e anti-imperialista. O movimento de Prestes se colocava em oposição ao integralismo e a filosofia fascista do governo Vargas, e pretendia a revolução com o apoio da URSS. Este movimento ficou conhecido como Intentona Comunista. Com o fracasso da revolução, Olga e Prestes foram presos e separados. Grávida de Prestes, Olga travou uma batalha contra o governo para ter sua filha no Brasil e não ser deportada para Alemanha nazista, devido ao fato de ser judia. Como uma vingança pessoal de Vargas e Filinto Müller contra Prestes, Olga foi deportada para a Alemanha. Na madrugada de 27 de novembro de 1936, nasceu Anita Leocádia, a filha de Olga e Prestes. Leocádia, mãe de Prestes, fazia uma grande campanha na Europa pela liberdade de Prestes, Olga e Anita. Devido a esta campanha em favor dos direitos humanos, Olga pode ficar com a filha até não poder mais amamentá-la. Quando Anita completou 14 meses foi retirada de Olga, e a avó obteve a guarda da neta. Porém, Olga inicialmente acreditava que Anita poderia ter sido levada pelos nazistas, e só ficou sabendo tempos depois que Anita estava a salvo. Em 1938 Olga foi levada para o campo de concentração de Lichtenburg, e em 1939 para Ravensbrück, o único campo feminino. Em fevereiro de 1942, Olga foi executada na câmara de gás com mais de 200 prisioneiros no campo de Bernburg.
TEXTO ESCRITO PELO ALUNO GUSTAVO MEDIROS T905 CPII/USCII

MPB nos Tempos da Repressão - Ditadura Militar no Brasil

Ano:2004
Tamanho:245 MB
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O programa Ensaio preparou em 2004 uma edição especial denominada ” A MPB dos Tempos da Repressão”, que reunia grandes personalidades da Música Popular Brasileira, que estiveram fortemente ligadas à luta contra a ditadura militar instaurada no Brasil.
Chico Buarque, Caetano Veloso, Théo Barros, Carlos Lyra, Maria Bethânia, João do Vale e Zé Ketti compõem o elenco convidado para essa edição especial, feita em 4 blocos.
Durante a ditadura esses artistas passavam, por meio de suas composições, mensagens de liberdade política que não agradavam os militares. Por esse motivo, muitas canções foram barradas pela censura.
O programa é marcado pela interpretação de músicas que possuem alto teor crítico e político (Sinopse da apresentação do Programa).

Lamarca - Ditadura Militar no Brasil

Ano:1994
Tamanho:700 MB
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Crônica dos últimos anos na vida do capitão do exército Carlos Lamarca (Paulo Betti) que, nos anos da ditadura, desertou das forças armadas, e passou a fazer oposição, tornando-se um dos mais destacados líderes da luta armada.

Hércules 56 - Ditadura Militar no Brasil

Ano:2006
Tamanho:338 MB
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Documentário sobre a luta armada contra o regime militar, focado no seqüestro do embaixador Charles Elbrick, ocorrido na semana da Independência de 1969. Em troca do diplomata, foi exigida a divulgação de um manifesto revolucionário e a libertação de 15 presos políticos, representantes de todas as tendências que combatiam a ditadura. Banidos do território nacional e com a nacionalidade cassada, foram conduzidos ao México no avião da FAB Hércules 56.

Em Nome da Segurança Naciona- Ditadura Militar no Brasil

Ano:1984
Tamanho:745MB
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Documentário que retrata o Tribunal Tiradentes, de 1983, que consistia em um “julgamento simbólico” da Lei de Segurança Nacional de 1967, revista em 1969, que foi considerada o pilar do Regime Militar. Embora o documentário possa até provocar e inflar o espírito de nacionalismo e “vai que vai, Brasil”, não passa muito longe de uma propaganda liberal mal produzida e que não merece uma crítica melhor do que “registro do chute no cachorro morto”, uma vez que o Regime Militar já estava enfraquecido e respirando por aparelhos, até por isso, a própria lei de Segurança Nacional já havia sido revista e abrandada. Ou seja, assista ao documentário tendo em mente que é mais propaganda do que documento histórico.








Eles Não Usam Black Tie- Ditadura Militar no Brasil

Ano:1981
Tamanho:435 MB

Em São Paulo, em 1980, o jovem operário Tião (Carlos Alberto Riccelli) e sua namorada Maria (Bete Mendes) decidem casar-se ao saber que a moça está grávida. Ao mesmo tempo, eclode um movimento grevista que divide a categoria metalúrgica. Preocupado com o casamento e temendo perder o emprego, Tião fura a greve, entrando em conflito com o pai, Otávio (Gianfrancesco Guarnieri), um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar.

Leitura Recomendada:Peça de teatro

Documentário Brazil-Report On Torture -Ditadura Militar no Brasil

Ano:1971
Tamanho:304 MB
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Documentário raro que retrata o "Grupo dos 70", presos políticos da ditadura militar brasileira que foram libertados, narram e demonstram detalhes da tortura e do horror que viveram nos porões do DOPS.
Um filme forte e impactante que resgata a memória de um período sombrio da História do Brasil.

Batismo de Sangue - Ditadura Militar no Brasil

Ano:2006
Tamanho:696 MB

São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Danihttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-03082011-122908/publico/2011_SaraCarolinaDuarteFeijo.pdfel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.



Aprenda com esse filme:
Um relato de tortura, violação de direitos, impossibilitando uma visão e discussão crítica  de qualquer individiduo na época.


O presente estudo pretende analisar de que forma o filme Batismo de Sangue (2006), do cineasta Helvécio Ratton, contribui para retomar e ampliar a memória sobre a oposição à ditadura militar desempenhada pelos frades dominicanos do convento de Perdizes, em São Paulo, nas décadas de 1960 e 1970. Nosso objetivo é explicar qual o papel dos chamados frades pregadores naquele período e como eles se envolveram com o líder comunista Carlos Marighella (1911-1969), criador da Ação Libertadora Nacional (ALN). Antes de proceder à análise do filme e discutir as condições em que foi produzido, dedicaremos alguns capítulos à descrição da história da Ordem dos Dominicanos, do embate entre as alas conservadora e progressista da Igreja Católica brasileira ao longo do século XX e à biografia de Carlos Marighella. A análise do filme Batismo de Sangue é o assunto da segunda parte deste estudo.